A performance de Michel Arantes propõe uma metamorfose do corpo e da identidade por meio da aplicação de argila e elementos naturais sobre o rosto e outras partes do corpo. Iniciado no chão, com um pote de água e argila, o artista molha e pinta o rosto, expandindo o gesto pelo peito, braços e pernas. Em seguida, ele cobre completamente a cabeça, anulando suas feições e adicionando elementos como galhos, ossos e crânios, transformando-se em uma criatura pertencente à sua própria mitologia. No final da performance, a Figura se desintegra, mas o artista nunca retorna ao estado original, permanecendo em constante transformação ao longo de suas intervenções artísticas.
No domingo, 10 de novembro de 2024, no entorno do futuro Parque do Rio Bixiga, Michel Arantes começou no chão, sobre a calçada de pedras portuguesas, entre baldes de água e argila e um feixe de palha, com o público sentado em volta; terminou transformado numa criatura de palha, com o rosto coberto por um crânio de animal, chifres e galhos.







