Dady Simon, o Dadtsmon, é artista plástico haitiano nascido em Gonaïves e radicado no Brasil desde 2013, e sua obra trata de identidade haitiana, memória africana, vodu e migração. Haiti, uma chama que não se apaga! celebra a história, a ancestralidade e a força cultural do povo haitiano: a chama que atravessa gerações é a da liberdade e da memória de um país que vai muito além das imagens de sofrimento.
Realizado com outros artistas haitianos, o projeto propõe um olhar sensível sobre o Haiti para além das dificuldades frequentemente associadas à sua imagem: um país de beleza, criatividade, dignidade e riqueza cultural. As cores, os símbolos e as expressões culturais evocam a chama que mantém vivos os ensinamentos dos antepassados, as tradições populares, o vodu e a memória coletiva de um povo que continua criando, sonhando e reinventando o futuro.
Durante a ação ao vivo, o artista haitiano Dady Simon realizará uma performance de pintura que transformará o processo criativo em um momento de expressão cultural, espiritualidade e conexão com suas raízes ancestrais. Utilizando cores, formas e símbolos inspirados na história e na cultura haitianas, o artista desenvolverá uma composição diante do público, revelando gradualmente imagens que representam a memória, a liberdade, a ancestralidade e a força do povo haitiano.
A ação será conduzida por gestos, movimentos e momentos de contemplação, fazendo da pintura uma linguagem viva que aproxima o público da identidade cultural do Haiti. Cada pincelada simbolizará a continuidade de uma história que atravessa gerações e permanece acesa apesar das adversidades.
Ao longo da performance, o artista convidará os espectadores a refletirem sobre suas próprias raízes, memórias e identidades culturais. A obra será construída como um testemunho visual de que a cultura é uma chama transmitida entre gerações.
A performance culminará na apresentação da composição final, reafirmando a mensagem central do projeto: o Haiti é memória, ancestralidade, liberdade e criação.



