A Professora do Departamento de Artes Cênicas da Universidade Federal do Maranhão levou às ruas Arrasto, uma performance que coloca em questão o sorriso que mulheres exibem nas ruas como símbolo da invisibilidade das dores que carregam. A performance é fruto de pesquisa de pós-doutorado na ECA USP, sob a orientação de Ferdinando Martins, e estreou na SerformanceP 2022.
Na noite de 5 de novembro, Cassia Pires percorreu as calçadas do Baixo Augusta arrastando uma rede presa ao corpo, carregada de cruzes, flores e placas com palavras como feminicídio, estupro, abandono e silenciar. Na inscrição, a artista descreveu a obra como as agruras que as mulheres carregam, vítimas dos diferentes abusos de uma sociedade machista e patriarcal: “E pra onde arrasto? Em direção a quê? Até quando?”







