Criadores visuais com trajetória internacional, Jordina Ros e Pere Estadella propuseram um cortejo performático para abrir a edição de 2025. A ação ativa os símbolos da cidade industrial e prepara o espaço urbano para a mostra, em um gesto poético que funde corpo, arquitetura e memória coletiva, provocando o público a abrir as percepções para as performances cotidianas.
Na noite de 15 de agosto de 2025, o cortejo tomou o saguão da Pinacoteca de São Bernardo do Campo. Um performer encapuzado, de preto e com tiras de pano branco amarradas ao corpo, espalhou entre o público faixas com palavras como voz, justiça, terra, pão, futuro, memória, greve e fábrica, enquanto a performer, de vestido vermelho, pisava e espalhava terra sobre panos vermelhos. O público escreveu num grande pano branco estendido ao pé da escadaria; ali a performer, coberta de vermelho da cabeça aos pés e arrastando uma longa cauda de tecido, deitou-se e foi recoberta por um líquido cinza despejado de um balde, e as pessoas depositaram flores secas sobre o corpo, cercado pelas palavras.



































