Eugenia Grammenou é artista interdisciplinar baseada em Atenas e pesquisa gênero, autoidentificação e memória pessoal e coletiva. Em en-to-ma, parte do projeto Metamorphosis, uma criatura híbrida lê um trecho de Judith Butler sobre performatividade de gênero enquanto insetos interrompem a leitura, numa imagem dos estereótipos que voltam a se normalizar.
A videoperformance trata dos estereótipos de gênero e de sua normalização, do retrocesso provocado por decisões de centros globais de poder, da sexualização dominante nas redes sociais e de paradoxos impostos como tendência estética, que criam uma aceitação coletiva do absurdo enquanto as liberdades individuais parecem se estreitar. A criatura é uma das personas do projeto Metamorphosis, cujas transformações feitas à mão criam seres híbridos que tentam entender a complexidade do presente.
Ficha técnica: conceito, narração e performance de Eugenia Grammenou; dramaturgia de Eugenia Grammenou, Eno Athanasiadou e Andreas B; produção de Emmanuel Spitalas (Creation Movement); câmera de Emmanuel e Eno Athanasiadou; edição de Dimitra Kondylatou; desenhos de Garlic Studios; música: remix de Dimitris Roidis para Piensa en mí, de Luz Casal, e Sans toi, de Michel Legrand para Cléo de 5 à 7, de Agnès Varda, na interpretação de I broke the vase; texto de Judith Butler, Performative Acts and Gender Constitution (Theatre Journal, 1988).


