sempre estive pronta, porque nunca estou. utilizando camadas de máscaras passadas, feitas com ataduras e maquiagens, construí um vestido. dessa vez não me despi. entendi que não é possível. que há sempre uma apresentação. me visto então de mim. não acredito em essência, nem em neutralidade. me visto e sei que não é liberdade. liberdade talvez seja um produto americano nas prateleiras do impossível. essa é mais uma persona. coloco uma camada no rosto, máscara de atadura ainda em branco, e então desenho utilizando meus lápis, sombras, blush. caminho com o que fiz de mim. estou mais contente. eu penso. e agora?
Em 5 de novembro, Reyan Perovano percorreu o Baixo Augusta com o rosto coberto por uma máscara de atadura, desenhada ali mesmo, na rua, com lápis e maquiagem. O percurso passou por um supermercado, onde a performer apareceu no monitor do circuito de segurança.