Reyan Perovano, mestra em Arte pela UFES, é artista, escritora e tatuísta cuja prática se debruça sobre a investigação de gênero, sexualidade e identidade. Suas performances ativam processos entre o real e o inventado, explorando a pele como fronteira e espaço de subjetivação. Em mapear indícios de anarcorpo, Reyan busca desobedecer gestos coloniais de gênero e criar registros que documentem desejos e travessias presentes. A performance envolve o uso de tecidos crus, ataduras, giz, carvão e tintas para gerar uma ativação sensorial em tempo real, compondo uma cartografia viva do corpo e da memória coletiva.
Com a cabeça enfaixada, Reyan Perovano abriu as performances da noite de abertura da 8ª edição, em 8 de novembro de 2024, no Estúdio Lâmina, no centro de São Paulo. De joelhos sobre um grande tecido cru estendido no chão do salão, ativou o somagrama diante do público, que se reuniu em volta.






