Transformações do trabalho: do chão de fábrica à economia 4.0
A narrativa mais arraigada é aquela que consagrou São Bernardo como Capital do Automóvel. O imaginário fabril moldou o orgulho operário, o traçado urbano e até a percepção de tempo — ritmado por turnos, greves, produção. Hoje, porém, essa narrativa convive com a crise do setor automobilístico e com tentativas de reposicionamento da cidade em direção a economias de logística, serviços e tecnologia.
Como essa história aparece na SerformanceP 2025
Esta tensão se faz presente em “Equilíbrio Laboral”, performance de Rodrigo Pedro Casteleira, que percorre o corpo com gestos repetitivos até a exaustão, expondo as ruínas do automatismo produtivo. Já Kareen Labbé Weber, com MURTA, propõe um elogio crítico à arte como ofício insurgente — um novo tipo de “trabalho” que resiste ao apagamento poético das cidades industriais.

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